sexta-feira, 23 de maio de 2008
É feitiço
É...feitiço
E mais um dia...
E mais um reencontro...
Gente de lá...
Que vive cá...
Que cresceu lá...
E que está cá...
Gente que África uniu...
Gente que sente saudade...
Que gosta de se encontrar...
Para recordar...
O seu Kimbo...
A sua escola...
A sua xitaca...
Os seus amigos...
Os seus brinquedos...
Feitos de "bordão"...
E das "caricas" das gasosas...
E neste encontro...
Este reviver foi com alegria...
De podermos todos juntos...
Viver e sentir...
Que este feitiço...
Nunca nos abandonará...
In: Reticências apenas!... (Lili Laranjo)
Ai -u -é...
Ai-u-é...
Que sôdade...
Eu tenho de ti!...
......................
Ai-ú-é...
Que sôdade...
Eu sinto do "antigamente"...
....................
Ai-u-é...
Que sôdade...
Do funge e do pirão...
...................
Ai-u-é...
Que sôdade ...
Eu tenho de ti...
Terra do lado de lá...
...................
Ai-u-é...
Que sôdade...
Da vida livre...
..............
Ai-u-é...
Que sôdade...
Dormir com a porta aberta...
E saber que o dia seguinte...
Vinha tranquilo...
..................
Ai-u-é...
O "antigamente"...
Era mesmo o "paraíso"...
....................
Ai-u-é...
Era também...
Vida livre!..
LILI LARANJO
Que sôdade...
Eu tenho de ti!...
......................
Ai-ú-é...
Que sôdade...
Eu sinto do "antigamente"...
....................
Ai-u-é...
Que sôdade...
Do funge e do pirão...
...................
Ai-u-é...
Que sôdade ...
Eu tenho de ti...
Terra do lado de lá...
...................
Ai-u-é...
Que sôdade...
Da vida livre...
..............
Ai-u-é...
Que sôdade...
Dormir com a porta aberta...
E saber que o dia seguinte...
Vinha tranquilo...
..................
Ai-u-é...
O "antigamente"...
Era mesmo o "paraíso"...
....................
Ai-u-é...
Era também...
Vida livre!..
LILI LARANJO

Reticências
Sempre reticências...
Afinal porquê?...
Não serão demais?...
O que significam’?..
Porque estão sempre presentes?...
Será por vaidade?...
Será por estética?...
Ou não será?...
.....
Não é mesmo...
....
É importante não ser...
É importante saber...
Que as reticências...
Ocultam quase tudo...
Ocultam...
Mistério...
Sonho...
Incertezas...
E verdades...
Nas reticências...
Deixámos que o sonho vá...
Que o imaginário avance...
E podemos muitas vezes...
Nas reticências de um poema...
........
Sentir que não sendo nosso...
É mesmo nosso...
................
Que é o nosso eu...
Que fomos nós que escrevemos...
Porque lemos..
E revivemo-nos ali...
LILI LARANJO.(AVEIRO)
Declaração
Introdução
Colectânea de poemas em que a autora respira em céu aberto debruçada nas janelas da vida a vibrar felicidade respirando a sinceridade, muitas vezes em dores caladas nas suas reticências, com profunda coragem a fazer de seus sonhos adormecidos, vitórias de uma vida inquieta, mas repleta de sonhos coloridos.
A poetiza Cidália Laranjo, mulher combativa na sua vivência quotidiana, escreve de forma a nunca adormecer antes da morte, pelo que, paradoxalmente, consegue transformar nos seus poemas, a infelicidade em caminhos de felicidade que a vida pode dar.
Há no seu pensamento um canto que encanta, porque mostra uma constante esperança de um futuro, mesmo quando em versos as suas reticências nos deixam um silêncio de fácil interpretação, percebendo-se claramente a alma da poetiza a caminhar lado a lado com o coração doando ao leitor a oportunidade de melhor interpretação, daquela que melhor lhe convier.
Musa de sua própria poesia, embala modelarmente o seu auto-retrato, com versos e sonhos dispersos na inspiração de toda uma vida longa e partilhada com mil e um amigos de dois continentes, sendo impossível não nos regalarmos com os seus versos, os quais contém uma chama especial , que inflamada numa sensibilidade profunda desvenda, até mesmo nas reticências, os indícios dos passos precisos para uma felicidade que a vida doa diariamente a todo o ser. É só preciso saber aproveitá-la.
É incontestável a sua admiração pela Natureza, quando mesmo em chão avesso percorre trilhas como uma viajante apaixonada, a seguir em frente sem temor de nuvens ou sombras ou a falta do sol, fazendo das próprias lágrimas um desembocar de rios num oceano cheio de cor, pastorando, pois os seus versos são, sob um certo prisma, os ecos de uma alma que sonha a realidade, exatamente como ela é, como a vida é.
Mostra uma audácia grande nos temas que escolhe, pois expressa incansavelmente uma certa malícia, usando as palavras com uma subtileza, prenha de intenções e de valores calados, deixando o leitor à vontade para traçar a sua própria vivência, completando as reticências de seu próprio mundo.
Parabenizo a poetiza pela sua sensibilidade revelada nos poemas carregados de ideais ou paixões e com sentimentos profundos advindos da alma e do coração.
Angela Maria Hoehne –
Advogada
S. PAULO Brasil
7/03/2008
RETICÊNCIAS APENAS...
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